Imagine-se a beber um Vinha do Contador, lá, no jardim do Paço dos Cunhas de Santar, debaixo da grande árvore centenária. O som da natureza, o tilintar dos copos e o som do saca-rolhas a perfurar a rolha. Aquele som seco da rolha que acaba de se libertar, o som do vinho a cair no copo. Os aromas e o sabor do vinho a invadir os sentidos.
Sente a generosidade da natureza, que nos deu aquelas uvas? Consegue imaginar a mão humana a colhê-las? Pense na sabedoria enológica que criou o vinho. Nos homens e mulheres que o engarrafaram, rotularam, embrulharam. Garrafa a garrafa, foram colocadas em caixas de madeira e guardadas. Ouve o tic-tac do relógio? Passaram mais de seis anos entre o primeiro dia da vindima e o dia em que a rolha saltou da garrafa. Mais de seis anos: o tempo que demora para este vinho ganhar a personalidade única que o define. O tempo que demora até o homem, de mãos dadas com a natureza, transformar em néctar o que, um dia, se imaginou. Agora, imagine-se a beber um Vinha do Contador, lá, no jardim do Paço dos Cunhas, em Santar, debaixo da grande árvore centenária.